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México: Andrés Lopez Obrador, de esquerda, é eleito presidente e promete 12 reformas estruturais

Foto do escritor: Janaína de Oliveira
Janaína de Oliveira
16 de jul. de 2018
2 min de leitura

Atualizado: 23 de mai. de 2019



[EFE] Andrés comemora sua eleição logo após contagem de votos.



CIDADE DO MÉXICO - O México foi a penúltima nação latino-americana a realizar eleições gerais em 2018. Para presidente o país elegeu 'Amlo', Andrés Manuel Lopez Obrador, com 53% dos votos. Ele tornou-se o primeiro candidato de esquerda a conquistar a presidência, maioria no Congresso e metade dos governadores, após 70 anos de hegemonia entre a direita e centro-direita no poder.


Num contexto de violência, corrupção e miséria, espera-se que Lopez assuma o cargo em 11 de dezembro deste ano com tom reformista e nacionalista. Sua eleição é considerada o episódio político e social mais importante do país desde a Revolução Mexicana (1910) que derrubou o regime ditatorial.


Cinco coisas que você precisa saber sobre Amlo (vídeo em inglês)




Foi num domingo, dia 1º de julho, que 89,1 milhões de eleitores mexicanos foram às urnas para escolher 500 deputados, 128 senadores e 9 governadores, além do presidente, na primeira eleição unificada desde a reforma política de 2014. Numa sangrenta campanha eleitoral, mais de 140 políticos foram assassinados, pelo menos 627 foram agredidos e 4 pessoas foram mortas no dia da votação. Segundo a Agência Brasil de Notícias, há denúncias de compra de votos e também de propaganda eleitoral fora da lei, principalmente nas redes sociais. Além disso, há relatos de ameaças a eleitores e cédulas alteradas.


Em relação à segurança, Amlo pretende 'pacificar o país sem disparar mais balas' através de um 'programa integral de justiça transicional' liderado pela ex-ministra da Corte Suprema, Olga Sánchez, sua futura secretária de Governo. A proposta inclui a descriminalização da maconha e da papoula, uma lei de anistia para perdoar os baixos escalões do mundo do crime, uma lei personalizada de redução de pena para quem der informações que permitam capturar os traficantes, além de outros planos que visam frear o tráfico de armas e o fluxo de ilícitos no país.


Diante de tantos desafios, o próximo presidente se antecipou e já encaminhou ao novo Congresso doze propostas de reformas políticas e estruturais para discussão e votação parlamentar. Em fotos, são elas:

  • Modificar o artigo 127 da Constituição para que nenhum funcionário ganhe mais do que o presidente, a reforma será conduzida pelo senador Pablo Gómez, autor da proposta. O salário será 40 reduzido para cerca de R$ 22mil. [EL UNIVERSAL]
  • Reformar a Constituição para criar a Secretaria de Segurança Pública que, a princípio, será presidida por Alfonzo Durazo. [AFP/Cena de crime na Cidade Juárezem]
  • Modificar o artigo 108 da Constituição para que o presidente possa ser julgado por corrupção e delitos eleitorais, assim como a eliminação de foro privilegiado para todos os funcionários públicos. [EL UNIVERSAL] Câmara dos deputados mexicanos.
  • Considerar delito grave e sem direito à liberdade sob fiança a corrupção, o roubo de combustível e a fraude eleitoral em qualquer modalidade. [AFP/Pedro Pardo] Amlo em campanha eleitoral.
  • Elaborar a Lei de Despesas e Orçamento para 2019. [REUTERS/Edgard Garrido]
  • Reformar a lei do Estado Maior Presidencial para Secretaria de Defesa Nacional. Neste caso, o presidente deixaria de ter um grupo de seguranças especiais para si. [REUTERS] Soldadas mexicanas no 201º aniversário da independência em 2011.
  • Reverter o recente decreto de privatização da água, o qual foi impulsionado por Enrique Peña Nieto. [REUTERS/Jorge Dan Lopez] Homem toma banho em público no centro da Cidade do México em campanha pela economia de água durante o banho.
  • Estabelecer o mecanismo de consulta para revogação do mandato e eliminar travas para os procedimentos de referendo popular para garantir a democracia participativa. [REUTERS/Ginnette Riquelme]
  • Aumentar o salário mínimo em 100 na zona fronteiriça ao Norte do país. [EFE]
  • Modificar e revogar leis da reforma educacional em coordenação com o próximo secretário de Educação Pública, Esteban Moctezuma. [CUARTOPODERMX]
  • Impulsionar leis, decretos ou acordos para ajustar a estrutura administrativa do governo ao plano de austeridade republicano, o qual implicará fundir áreas, eliminar subsecretarias, delegações e outros organismos nas dependências do governo para reduzir o gasto público. [CUARTOSCURO] Câmara dos senadores mexicanos.
  • Garantir o direito à educação pública e gratuita em todos os níveis. [Miguel Dimayuga] Crianças na escola primária Enrique Rebsámen em Oaxaca, México.

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