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Colômbia: entre o ex-guerrilheiro de esquerda e o candidato de Uribe à direita

Foto do escritor: Janaína de Oliveira
Janaína de Oliveira
28 de mai. de 2018
2 min de leitura

Atualizado: 23 de mai. de 2019


BOGOTÁ - Depois de meio século em guerra contra o narcotráfico, as eleições presidenciais de 2018 na Colômbia foram marcadas por uma ampla discussão sobre o acordo de paz com a FARC (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) e como 'não ser uma nova Venezuela' pelo aumento do fluxo de imigrantes do país vizinho.


[ REUTERS/Jaime Saldarriaga ] Em Bogotá, capital da Colômbia, a eleição presidencial é amplamente noticiada nos jornais.

No dia 27 de maio, metade da população colombiana, cerca de 54% do país, foi às urnas para escolher um novo presidente entre seis candidatos já pré-selecionados em março deste ano, na mesma consulta eleitoral que escolheu novos senadores e deputados federais para o congresso do país.

Contudo, essa eleição de março foi marcada por denúncias de fraude pelo uso de fotocópias no lugar de cédulas eleitorais originais. Naquele momento, estava em jogo a entrada de dez membros da ex-guerrilha FARC, como políticos na Casa de Nariño.

Em entrevista ao CORRESPONDENTES, o jornalista colombiano Luis Nuñez Hernandez compartilha sua percepção sobre os candidatos que concorreram no primeiro turno no último domingo, 27, e também sobre os anseios da população para esse novo ciclo.


O segundo turno


A Colômbia vive um momento de pessimismo, medo e polarização política que resultou na escolha entre extremos para o segundo turno das eleições presidenciais. Do lado direito está o advogado Iván Duque, apoiado pelo ex-presidente Álvaro Uribe, e do lado esquerdo está o economista Gustavo Petro, ex-guerrilheiro do M-19 e ex-prefeito de Bogotá.​



Iván Duque, quer reduzir impostos para atrair mais investimentos, inclusive na área petrolífera e de mineração. Já Gustavo Petro diz que a Colômbia precisa mudar seu modelo econômico e deixar de investir apenas em petróleo e carvão para não ficar tão dependente e vulnerável como a Venezuela, que entrou em crise em 2014.

O segundo turno ocorreu no dia 17 de junho de 2018. Para mais informações, clique aqui.

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