Colômbia: seis possíveis reformas com Iván Duque presidente

BOGOTÁ - Num domingo decisivo, depois de oito meses em polarização política, os colombianos elegeram um novo presidente para governar até 2022. O escolhido foi Iván Duque, candidato à direita e afilhado do ex-presidente Álvaro Uribe. Na lista dos sete países latino-americanos com eleições neste ano, a Colômbia foi a quinta a votar e definir seu novo líder nacional.

[REUTERS/Carlos Julio Martinez] Iván Duque Márquez será o 55º presidente da Colômbia e governará até 2022.
Em campanha, Iván Duque prometeu em seu plano de governo reformular diversas áreas do país. Agora eleito, suas chances de apoio no Congresso são altas, principalmente depois das eleições legislativas que ocorreram em março de 2018. Foram eleitos 20 senadores do partido de Duque, Centro Democrático, e 32 deputados. O ex-presidente, Álvaro Uribe, conquistou a reeleição ao Senado com 860.000 votos.
Assim, com uma base forte, aprovar novas medidas pode ser relativamente fácil para Iván. A seguir, clique nas imagens e descubra quais são as seis reformas que poderão mudar o futuro da Colômbia.
O novo presidente considera que os problemas da saúde pública existem porque o Estado paga pelo número de membros no sistema ao invés do pagamento ser proporcional à qualidade do serviço. Nesse setor, Duque propôs que todo sistema de saúde fosse on-line com acesso 100 digital aos registros médicos. [REUTERS/Jaime Saldarriaga] "Os Estados Unidos têm um congressista para cada 600.000 habitantes e a Colômbia tem um congressista para cada 178.000 habitantes", explicou Iván. Para ele, a forma como o Congresso é concebido permite que a classe política permaneça estagnada no poder. Iván propõe que nenhum parlamentar tenha mais do que três mandatos em cada cargo. [REUTERS/Jaime Saldarriaga] Visão geral do Congresso da Colômbia, em Bogotá. Duque deseja modificar os acordos de paz com os grupos de guerrilha FARC e ELN. Ele acredita que ambos deveriam ir à julgamento e receberem menos benefícios. Em 2018, membros da FARC tiveram direito à cargos políticos na Colômbia. [REUTERS]: Em Havana, Raúl Castro ex-presidente de Cuba (2008-2018) recebe Juan Manuel Santos ex-presidente da Colômbia (2015-2018) e o líder da FARC, Rodrigo Londoño para acordo de paz. Duque acha que o uso de drogas deveria ser proibido, mas não penalizado. Segundo ele, sanções devem ser criadas para incentivar a dose mínima. Ele acredita que as vendas em escolas reduziriam com o confisco imediato ou a imposição de multas. [REUTERS/Fredy Builes] Jovens preparam cigarro de maconha durante manifestação em Medellín, Colômbia. O Tribunal Constitucional da Colômbia reconheceu que casais do mesmo sexo são uma família e têm o direito de aderir ao vínculo matrimonial e adotar crianças. No entanto, em campanha, Iván Duque deixou claro que não concorda. Ele acredita no conceito de família consagrado no artigo da Constituição de 1991, ou seja, "constituída por laços naturais ou legais, pela livre decisão de um homem e uma mulher de casar ou pela vontade responsável por moldá-lo ". [AFP/Luis Acosta] Manifestação no Congresso No início da campanha, Duque fez uma proposta radical: unificar todos os tribunais de alto escalão. A ideia é criar um tribunal único que reunisse os cinco existentes, o que significa, por exemplo, que o Tribunal Constitucional não existiria. A ideia causou desconfiança por talvez ser uma maneira de limitar as investigações contra Álvaro Uribe, presidente do partido Centro Democrático. No entanto, Iván assegurou que é apenas uma reforma ampla da justiça.
Principal fonte de informações: http://especiales.semana.com/diez-cosas-que-se-vienen-con-duque-en-la-presidencia/#/index



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