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Costa Rica: entre a religião e o estado laico, vence o discurso de união e transparência

Foto do escritor: Janaína de Oliveira
Janaína de Oliveira
11 de jun. de 2018
2 min de leitura

Atualizado: 23 de mai. de 2019


SAN JOSÉ - Em maio deste ano, o jornalista e cientista político Carlos Alvarado, tornou-se presidente da Costa Rica. O país foi o terceiro dos sete países latino-americanos a realizar eleições gerais em 2018. Inicialmente, a disputa costarriquenha focou na discussão de reformas fiscais e combate à corrupção, até que polarizou-se após a Corte Interamericana de Direitos Humanos, com sede na capital federal do país, San José, recomendar a legalização do casamento homossexual em todo continente.


[REUTERS/Juan Carlos Ulate] Carlos Alvarado Quesada recebe a faixa presidencial no dia 8 de maio de 2018.

De treze candidatos que concorreram ao primeiro turno, apenas Carlos Alvarado, que durante a polêmica foi visto como defensor do Estado Laico, e o pastor evangélico, Fabrício Alvarado, expressamente contrário ao casamento homossexual na página 49 da sua proposta de governo, conseguiram disputar o segundo turno no dia 1º de abril. Contudo, por 60,66% dos votos válidos o jornalista venceu e discursou sobre união, nacionalismo e transparência.


“Esta eleição nos confrontou com um espelho como país. Temos de ler essa eleição assim e entender isso profundamente. Como primeiro servidor do país, meu dever será unir esta República para levá-la adiante”, exclamou o presidente eleito diante seus seguidores na praça Roosevelt, no centro de Montes de Oca, o cantão universitário é o berço do Partido Ação Cidadã, localizado na parte leste de San José.


Perfil de governo


Carlos usa constantemente as redes sociais para publicar vídeos e informações sobre o próprio governo. Logo após assumir o posto, informações sobre todos os seus ministros foram divulgadas no twitter. Ainda nas redes, também houve forte divulgação sobre sua vice, Epsy Campbell Barr, a primeira vice-presidente negra da América Latina.


Em entrevista ao blog CORRESPONDENTES, Catalina Rodríguez, mestranda em Estudos da América Latina na Georgetown University, conta que os reais problemas do país não foram devidamente discutidos durante as eleições. Ela também explica que pode demorar para saber se Carlos vai cumprir com suas propostas de governo.



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